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sábado, 19 de agosto de 2017

Acróstico

Sábado: 19/08/17


A vida sem amor não vale nada,
M elhor seria, nem ter nascido. 
A os amantes um conselho sábio: 
N ão traiam e, não serão traídos. Se  
H oje alguém te detesta...  
A manhã provará seu antídoto.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Mote: Quando eu olho no espelho, Vejo a sua imagem refletida.

Quarta - feira: 16/08/17


Mote:

Quando eu olho no espelho
Vejo a sua imagem refletida.  

Glosa:

É de você que eu lembro
Na minha memória afetiva
Seu cheiro me enlouquece
Seu gosto me provoca lascívia
Você me parece invisível
Alheias as neuras minhas
Os meus olhos não te vêem
Só minha mente te imagina
Quando eu olho no espelho
Vejo a sua imagem refletida. 

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domingo, 13 de agosto de 2017

Carta ao meu pai - in memoriam

Domingo: 13/08/17


Pai já se passou alguns anos que o senhor se foi, mas eu não o esqueci. No meu dia a dia, nas coisas que faço e que amo, tua és presença constante. Mesmo eu sendo hoje um adulto, frente às decisões a tomar, quanto ao meu futuro, penso e repenso nos conselhos que o senhor me dava, quando juntos estávamos. Às vezes até, perdoe-me à ousadia, reverto os papéis, só pra imaginar como em meu lugar o senhor se sairia. Melhor que eu em algumas circunstâncias, outras nem tanto, mas, não se ganha sempre, nem se sabe tudo, essa é máxima da vida. Essa coragem que tinhas de encarar as intempéries, é o que mais te “invejo”, sabia? Isso não se aprende na escola, professor nenhum ensina; ou é hereditário, ou se aprende a duras penas com a vida. Mas paciência, que to tentando ser otimista viu; uma hora eu aprendo, já que não herdei de família. Muitas batalhas eu tenho travado desde a sua partida, muitos adversários se agigantando, muitos obstáculos se multiplicando, algumas eu perco, outras eu ganho, mas, to na pista. O que mais sinto falta, além de sua presença física, é seu braço forte pra nos apoiar nas horas difíceis da lida. Tarefa complicada essa minha, de substituí-lo, como seu primogênito, no “trato” com a família. Na função o senhor se saia bem melhor, ao menos eles te respeitavam, quando não, o temiam. Hoje vejo a vida com outros olhos, e a mesma já perdeu em muito o seu encanto, mas ainda preservo em minha essência, a velha infância querida – melhores anos de minha vida; isso não muda nunca, sou um eterno saudosista. O meu passado é o meu tesouro, meu mapa da mina, minha maior fortuna, minha relíquia; exageros a parte, é lá que sempre que posso, recarrego as minhas baterias. Têm cada lembrança linda, histórias ditas e vividas; outras nem tanto, mas essas eu jogo no mar do esquecimento; prefiro as que me edificam. Quando as recordo, precisa ver o brilho dos meus olhos, o sorriso fácil e radiante em meu semblante; só alta-estima. Se recordar é viver, eu to recordando a vida. Também to vivendo viu, pra não dizer que fico só no âmbito da utopia. Bom é recordar a nossa infância na rua da facada, no sitio do Sr Aniceto, na rua da olaria e principalmente onde vivi o apogeu da minha nada mole vida – Rua João Feliciano de Luna, número nove – beira da linha. Hoje infelizmente ela já nos pertence mais, deixou de ser da nossa família, por um ato de insanidade, e quem sabe, dá revolta decorrente das perdas da bisavó Maria e sua, nos desfizemos da nossa moradia. Chega dá dó, passar pela a linha, e não poder subir e entrar naquela que sempre foi de nossa família. Se a época alguém viesse me contar, que um dia íamos viver longe de nossa casinha, eu com certeza riria; e, claro, não acreditaria. Mas a gente não tem bola de cristal, nem somos adivinhos. Se pudéssemos voltar atrás, ah meu velho, se isso fosse possível... E essa tal máquina do tempo, por quer é que nem um cientista maluco inventou ainda? Evitaria tantos sofrimentos, tristezas, angústias, depressões, melancolias, em fim, idas ao analista ou algum psíquico. Talvez seja essa a razão ou motivo... Já pensou os encontros que ela proporcionaria? Mas disso o senhor não entende; seu negócio sempre foi passarinhos; “doca do canário” como era comumente conhecido. Lembro-me de quando íamos à feira de pássaros, e os cantos que eu mais gostava eram os da patativa, canário e o galo de campina. Esse último eu ensaiei alguns assobios, vendo-o reproduzir magistralmente. Às vezes me pergunto por que é que tudo mudou assim tão de repente? Por quer é que o senhor se foi tão prematuramente? Ainda era jovem, muita vida ainda pela a frente. Se o senhor ainda estivesse conosco, tudo seria diferente. Mas não, quis o destino, impiedoso que só ele, te tirar da gente. Não deu mais pra ficar ali sabe, com a sua partida; o senhor não ia mais subir a ladeira com a sua lambreta vermelha ou a preta, e sentar em baixo do pé de castanhola, pra nos ver e a avó - sua mãe dá a benção. Aí não nos restou alternativa. Erramos na escolha, com certeza; poderíamos ter tomado outras decisões, mas o corpo é quem padece, quando a cabeça não pensa. O tempo é quem tem sido o corpo de jurado e também quem nos tem dado a sentença. O travesseiro e a cama – nossos únicos conselheiros e confidentes. Pena o tempo não voltar atrás, hoje faria tudo diferente. Sim, é verdade que a gente só dá valor ao que se perde, que quando temos ao alcance das nossas vistas. Tudo passa; inclusive a vida. O que não faria pra está contigo frente a frente, te dá uma abraço bem apertado, e dizer-lhe tudo o que está engasgado aqui dentro há tempos, e que por razões banais não dissemos. Também, o senhor e essa sua mania de falar que “homem que é homem não chora, que tem que ser forte, não tem que demonstrar fraqueza nem sentimentos”. Lamento em contradizer, mas o que tenho a dizer, é que o senhor se equivocou quanto a isso. Espia, olha, homem que é homem chora, e como chora viu. Chora de tristeza, de alegria, de medo, de raiva, e até de saudades, que é o que sinto de ti. Tenho certeza que o senhor também chorava escondido, só se fazia de forte, quer pra manter a fama e o tipo. Peço desculpas se te decepcionei; se você esperava mais de mim e eu não dei. Peço perdão por não compreender-lo quando o senhor mais queria, não era sinônimo de rebeldia, era só devaneio. O senhor fez o que podia e o que achou que devia, e eu o respeito. És o meu pai e eu teu filho, carrego comigo o teu sobrenome e o teu sangue nas veias. Sei que vamos nos encontrar algum dia, mas até lá... Vou levando a vida, do jeito que ela me levar. Errando e acertando, caindo e levantando, perdendo e ganhando, mas com a dignidade e honestidade que o senhor sempre fez questão de me ensinar; enquanto eu viver, vou te honrar. E se acaso aquele nosso encontro momentâneo pudesse acontecer, eu só queria te dizer aquilo que sempre tive vontade e o senhor nunca me deu chances de falar: - Te amo pai! E vou te amar, seu “Doca”, por toda a minha vida! “Feliz dia dos pais”! 
http://adilsonconectado.blogspot.com/  
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Segunda - feira: 07/08/17
Glosa:

Faz tempo que não te vejo
O tempo passou lentamente.  
Os ponteiros do relógio...   
Parecem um trem, serra acima,  
Carregado de dormentes. 
Quem diz que saudade não doí,  
É que nunca teve um amor ausente.  
Só quem tem, sabe como que é...
ficar contando os dias e as horas
Pra rever, seu amor novamente.   






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domingo, 30 de julho de 2017

O tempo

Domingo: 30/07/17


O tempo passa.
Não tenhas dúvida...
Não há nada de novo,  
Debaixo desse céu azul  
E dessas nuvens brancas.  
Tudo é labuta.
A vida é só uma
Sucessão de erros e acertos,  
Uma escola onde não
Se forma nunca.
Somos todos repetentes e,
Incompetentes...
Na arte do desapego
E da renúncia.
Somos cheios de superegos
E achismos que eu até
Perdi a conta.
Orgulhos exagerados
De seres inacabados
Que se acham e,
Ao próximo  
Inda julga.
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