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sábado, 19 de maio de 2012

Crônica: A mulher invisível!

Sábado, 19/05/12. 

Crônica: A mulher invisível! 

Se for pra escolher, prefiro uma mulher engraçada que linda. Que me acompanhe ás festas e adore dançar forró e tomar cerveja, ao invés de uísque, champangne e vinho. Também não fume. Que pegue com as mãos a comida, e bote os cotovelos na mesa, que goste de futebol, e torça pelo São Paulo, meu time, mesmo que de goleada ele perca. Que ande comigo de mãos dadas e tome sorvete na praça, nos feriados, sábados e domingos, que me seja fiel, que me trate com amor e carinho, que não discuta a relação, que me diga eu te amo, e sem você eu não vivo. Que prefira andar descalça, ou de chinelo de dedo e baixinho. Que use minissaia, e também vestidinhos, calça Jens desbotadas e rasgadas, camiseta básica. Que use shortinhos em casa e blusinha baby Luc, delineando ainda mais seu corpinho. Que use baby doo e camisola pequena e transparente, tanguinha fio dental: branca, preta, de inúmeras cores diferentes, em casa e na praia, esquentando ainda mais o clima entre agente. Que não faça cirurgia plástica antes dos 50 aninhos. Que não ponha se não necessário silicone e botox e nem seja viciada em academias, que não seja em demasia vegetariana, que come carne gordurosa e vermelha pelo menos nos fins de semana, que seja super simpática, e não seja apegada ao dinheiro, que viva uma vida saudável, serena e tranqüila, em total harmonia com a natureza, que seja desencanada, e adore dá risadas de minhas piadas sem graça, e de tudo na vida.
Procuro essa mulher, avise-me se acaso alguém souber se existe semelhante mulher, tal qual a dos meus delírios; pois não existe pior castigo, que viver com uma sem noção, sem massa cefálica, sem coração; estilo burguesinha, tipo patricinha- compricada e perfeitinha, espécie de bonequinha de porcelana e de pano, cujo interior é um imenso vazio, bem como a sua cabeça desabitada.

Adilson Adalberto
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