sexta-feira, 8 de junho de 2012

Crônica: Muito mais que uma simples poltrona na sala!


Sexta, 08/06/12.

Muito mais que uma simples poltrona na sala! 

Muito mais que um simples utensílio doméstico num canto qualquer da sala, a poltrona tem mil e uma utilidades, vejamos se tenho ou não razão em minhas palavras. Além de figura decorativa, de pula-pula para os endiabrados dos sobrinhos, de espreguiçadeira para os velhinhos, de assento para as bundas das visitas e de membros de uma dada família, ela ainda serve de cama, pra conjugue com crise de relacionamento.
O homem, depois de discutir mais uma vez involuntariamente á relação, onde o mesmo nunca tem razão, logo é mandado mais cedo pro chuveiro, e o pior ainda não veio, ao invés de ir dormir em sua cama, quentinha, deitar a cabeça no travesseiro como manda o figurino, é praticamente expulso por sua coadjutora, deixando-o a ver navio. 
Pense numa noite arretada: é insônia, calor, mordida de muriçocas danadas, com dentes de serra afiada e vampiro. Pense num sujeito sem sorte e fudido, que deixa a casa de seus pais pra morar com mulher vagaba.
O cara tem tudo nas mãos: é comidinha na boca, caminha arrumada e cheirosa a sua inteira disposição, roupinha lavada e passada, carinho de mãe, sem esquentar praticamente com nada.
Aí o cara endoidece por cauda de uma piriguete, parece que foi mordido da gota, troca sua vida de anjo como se troca de roupa, pra comer do pão que o diabo amassou: è ciúmes, desconfiança, é briga, é cobranças, é choro de crianças, é xixi e catinga de frauda cagada, é credor direto na porta fazendo cobranças, é tanta humilhação por nada. Como se não fora o bastante, é chifre na testa constante, a vida de casado não tá com nada. E aí dele se arrancar um fio do cabelo dessa desgraçada, por causa da tal lei Maria da penha; se criar vergonha na cara e separar-se vai ter que dividir todas as tralhas: a casa, os móveis, e ainda pagar pensão alimentícia até ficar de maior os supostos filhos que teve com essa rapariga, mesmo sem ter a certeza se são mesmo seus ou não, os frutos da traição, de sua cadela esposa, com o tal Ricardão. E para quem pensa que acabou, lamento informar que ainda não, pois pior que levar chifre, é ouvir os comentários, piadas, chacotas, ser motivo de gozação. Mas o pior de tudo isso mesmo, é quando o cabra é completamente apaixonado pela guaieira, e para não perder-la, se acostuma com a fama de corno, e resolve bancar seu urso, os frutos dessa desunião e a pistoleira.
Tudo culpa dessa lei fela da guaita, que só existe pra proteger a mulher, mesmo que ela seja a culpada.
Besta é o cara que sai da casinha de sua mãe, pra cair nessa arapuca e cilada, pois só mesmo sendo um cara burro e doidivana, trocar seu quarto de príncipe na casa de sua progenitora, pra dormir num colchão de solteiro num canto qualquer da casa; ou numa certa poltrona da sala, na esperança de que ela um dia o perdoe, mesmo sendo ela a errada.

Adilson Adalberto

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