sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Crônica: A trilha sonora dos meus tempos de escola!

Sexta, 14/09/12. 


A trilha sonora dos meus tempos de escola! 

Sabe aquela fase da vida em que agente vive deslumbrado, acredita em tudo, tem os sonhos mais absurdos, vive suspirando pelos cantos, anda sonhando acordado, morrendo de amor, sofrendo em silêncio pela colega de classe ou a visinha do lado? Pois é, são histórias do tipo que vou contar. Afinal, quem é que já não viveu algo semelhante, quem é que nunca teve um amor platônico, uma paixão de adolescente, quem já não se apaixonou pela professora da escola, uma amiga de sua irmã, uma prima, a melhor amiga de infância ou até mesmo uma desconhecida?
Partindo desse principio, esta é a primeira de muitas histórias verídicas, que contarei a partir de hoje pros meus amigos e seguidores. Pena que o verdadeiro autor, aquele que vivenciou na prática essa história, fez-me prometer que seu nome e de demais personagens fossem mantidos no mais absoluto sigilo, essa foi à única condição por ele imposta para me deixar escrever e publicar sua história; daí o por quer de usar pseudônimos:

Em 1993, cursávamos o 3º ano no colégio técnico Comercial Dom Bosco. Estávamos no último ano, e eu já era apaixonado por *Carla desde o 1º dia em que a vir entrar na sala de aula do 1º ano. Eu ainda não sabia, mas aquela guria iria pra sempre marcar minha vida. Foi amor à primeira vista! Como não podia deixar de ser, foi logo chamando a atenção de todos os meninos da sala, em contrapartida, despertou o ciúme de todas as meninas que com a sua presença sentiram-se “ameaçadas”. As razões para as eventuais crises de ciúmes são até compreensíveis, afinal, ela era mesmo uma princesa, uma fada encantada. Aos olhos de Deus e os meus, uma joia rara. Seus olhos então, como a lua, nos iluminava. Seu sorriso de primavera irradiava a terra e a todos na sala.  Assim, ela se tornou a garota mais popular da turma, especialmente com a rapaziada, que não viam a hora, de botar em si suas mãos sujas. E quanto mais eu lhe queria, mais ela me ignorava; com o passar dos tempos, até nos tornamos amigos, na medida do possível, por que o que eu queria mesmo era tê-la como namorada. Mas nunca rolou, do 1º ano ao 3º, ela ficou praticamente com “todos” os meninos da sala e também adjacências, exceto comigo, isso certamente me incomodava. Com todos menos comigo, por mais que usasse meus neurônios tentando encontrar uma justificativa plausível, não a encontrava. Para minha alegria e também agonia, durante três anos fomos companheiros de sala, nada mais que isso, apenas “bons amigos”. Eu já não aguentava mais guardar comigo esse sentimento doído, esse amor não correspondido, que em meu peito há muito tempo pulsava. No fundo eu sempre achei que ela desconfiava, porém ela nunca me deu oportunidade de contá-la. Sofri todos esses anos, vendo-a trocar de “namorado” como se troca de roupas, ou os móveis, num canto qualquer da sala. E o pior é que eu sabia e acredito que ela também achava; que ninguém gostava dela como eu gostava. Apenas se divertiam, ficava certo período de tempo, e logo que conseguiam o que queriam, perdiam o interesse e lhe abandonavam. Lembro-me de às vezes, vê-la chorar num canto qualquer, por causa desses malas sem alça, e eu não podia fazer absolutamente nada. Falava cá com os meus botões: essa vida é mesmo ingrata, como é que pode eu com tanto amor pra dá, e essa guria não me quer por nada? E a partir do 2º ano, para o meu desengano, pela primeira vez desde que nos conhecemos, ela assumi que estar namorando. E apesar das brigas constantes, de um renova e acaba, *Carla e *Felipe, esse é o nome do dês-infeliz, eles não se separam. É incrível como o tempo para ela não passava, continuava a mesma menina linda de sempre, de olhos puxados, que mais parecia uma gueixa, a cantora Rosana, diziam os meninos da sala. Final do ano chegou agente se dispersou cada um foi pro seu lado. Eles continuaram juntos, se casaram, tiveram dois filhos, uma menina e um menino, depois definitivamente se separaram. Ela foi morar com outro, casou-se, juntou-se, disseram-me umas desocupadas; desde então não soube mais nada de minha amada. *Carla e *Felipe são os personagens principais, e eu não sou nem coadjuvante, sou apenas mero figurante, o sapo que um dia sonhou em ser beijado pela princesa e virá príncipe. O sujeito oculto ou inexistente, aquele cuja incumbência ou prêmio de consolação, é narrar, contar aquém possa interessar, queira ouvir sua história, embalados nessa trilha sonora cujo lema era viver de solidão. Embora tivesse a ver consigo, a música que marcou minha vida nesse período, não foi “o amor e o poder” grande sucesso da época, na voz da cantora Rosana, com a qual todos lhe achavam parecida. Mas, outra que também estava entre as mais pedidas: “a pobreza” (de Leno e Lilian- jovem guarda), grande sucesso na voz de Conrado, na década de 90. Confesso que sequer sabia o nome da música, mas fiz no Google uma busca, e para a minha alegria, encontrei a música que marcou a minha vida. Veja, uma de suas estrofes como ela é bonita: Todo mundo tem, um amor na vida e por ele tudo é capaz, eu tenho uma paixão que é proibida, só por quer sou pobre demais. A garota que eu adoro por quem tanto choro, não pode me ver, nunca soube o que é tristeza, vive na riqueza, sem poder me ver...
E quem quiser sabê-la na íntegra, é só procura no Google por cifras. Essa foi à trilha sonora de uma paixão não correspondida, nos meus tempos de escola!
.
P.S. Carla e Felipe são nomes fictícios, usados apenas para preservar a verdadeira identidade dos personagens.

Adilson Adalberto
Reações:

Um comentário:

  1. Oiii amigo, primeiro que bacana que está o blog de cara nova, a gente vai mudando e encontrando a nossa cara né rs, segundo minha filha estuda no Dom Bosco aki de Americana, é um excelente colégio, tem o técnico e a faculdade tbém nele, e terceiro, acho que todos nós passamos por uma paixão mal ou não correspondida no colégio, lembro de tantas kkkkk, legal seu texto, ainda bem que depois que passa, não fica nenhum trauma e sim uma divertida lembrança! Abraçoooss e ótima semana!

    ResponderExcluir