Sábado: 26/01/13.
Quebramos o maior pau bem no meio da praça,
chamamos a atenção de todos os curiosos que passavam. Nem nos damos conta onde
estávamos, e mesmo que tivéssemos, não mudaria nada. Tamanha era a nossa raiva.
Nos agredimos verbalmente, ela me disse coisas absurdas, tremenda boca suja,
muito desbocada. Eu bem que tentei, Deus sabe o quanto me segurei, mas chegou
uma hora que não dava; as palavras como pipoca, da minha boca praticamente
pulavam, não sou tão evoluído a ponto de oferecer a outra, a quem me bater na
face, sou humano, tenho raivas, guardo mágoas, demora um pouco, mas logo passa.
Na hora da vontade de matar, estrangular, fazer vir a pó só com um simples
olhar, mas daí quando a raiva começa a passar, eu começo a pensar e pesar, o
que causou tudo isso, o porquê de tanto reboliço, aí me desmorono todo, tudo
parece pequeno, insignificante, perde o seu valor e sentido. Até esboço um leve
sorriso nos cantos dos lábios, achando engraçado todo o acontecido, tirando
lições dos erros cometidos, afinal, salvaram-se todos entre mortos e feridos, ufa!
Respirei fundo, contei até três, e a deixei falando sozinha, e sai caminhando tranquilamente
pela praça como se nada tivesse acontecido.
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http://adilsonconectado.blogspot.com/
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