Domingo, 21/04/13.
Lavadeiras.
Lavadeiras,
mulheres de fibra que não tem medo da lida, ainda muito cedo, meninas, ajudam a
mãe no ofício para o sustento da família.
Lavar
roupas não é um simples trabalho, é uma sina. Afinal ninguém se torna lavadeira
por que quer, tenho certeza que se pudessem escolher, seria qualquer coisa,
menos lavadeira. No entanto é uma profissão digna como qualquer outra, não é
motivo de vergonha e desonra, muito embora não seja bem remunerada. Não são
assalariadas, nem tem a sua carteira assinada, trabalham anos e anos na
clandestinidade, na informalidade, tudo que conseguem é cansaço físico e
mental, estresses, varizes nas pernas, dores musculares, lombares, artrite,
artrose e osteoporose, quando envelhecem. Fora o preconceito, a desvalorização
e desmotivação profissional, aff! Ninguém merece. Minha mãe e avó que digam! Acompanhei
desde cedo à luta delas, mais que isso, carreguei junto com a minha irmã
caçula, as ombreiras de roupas prontas, até as casas das clientes! Nenhumas das
duas se aposentaram por tempo de serviço, recebem pensão de seus respectivos
maridos já falecidos, se tivesse ter que se aposentar por tempo de serviço,
morreriam de fome, coitadas! A sua vida inteira, é só ralação: esfrega-esfrega,
água sanitária, sabão em pó e em barra, lavam, enxaguam e passam, que lástima!
Adilson Adalberto.

