sábado, 27 de abril de 2013

29ª Blogagem Coletiva - Você já teve premunições?

Quarta, 24/04/13. 
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29ª Blogagem coletiva do café entre amigos//você já teve premonições?

Com certeza já tive algumas premunições, mas, umas se realizaram outras não. Sempre tive fobia por excesso de água, embora tome banho de praia, mas nunca me aventurei a ir lá profundo. Não sei qual a explicação desse medo absurdo! Acho que em outras vidas eu morri afogado, se é que existem mesmo, vidas passadas, mas esse não é o caso. Muitas vezes sonhava que estava atravessando a ponte de minha cidade e surpreendentemente chegava uma cheia no rio, não qualquer por que já tiveram muitas, mas daquelas grandes, do tipo que lava a ponte. E eu no meio da ponte, sem muito que fazer começava a correr para sair dela o mais rápido possível, mas as forças das águas eram grandes, e infelizmente não dava tempo e antes que chegasse ao seu final, era levado juntamente com a ponte, nas correntezas do rio. Era uma sensação indescritível, morrer já é horrível e afogado, só de relembrar chega a dar-me arrepios! Tinha tanto medo, que nesse período de chuvas e consequentemente, de grandes cheias no rio, enquanto todos corriam durante a noite para ir olhar; eu apesar de muito relutar, movido pela curiosidade, acabava também indo. Era incrível aquele enorme volume e força das águas, levando tudo que a sua frente estava. E enquanto as pessoas se aglomeravam bem próxima as suas margens, eu fazia o processo inverso, me afastava, ficava o mais distante possível! Naquele instante passava um filme em minha mente, lembrava-me do meu sonho, digo, do meu pesadelo, imaginava todas aquelas pessoas em cima da ponte, sendo levadas com ela pelas fortes correntezas, como eram loucas pulando lá de cima, como podem não ter amor a própria vida? Indagava a mim mesmo em estado de pânico! Mas ao mesmo tempo era atraído por aquelas águas. Era muito forte, me via correndo em direção a ele e praticamente sumindo em meio às águas barrentas daquele rio. Graças a Deus meu medo sempre falou mais alto e eu me afastava o máximo possível! Até que não mais aguentava e ia embora pra casa, quando o dia já estava amanhecendo, temendo o pior, cruzando com curiosos indo e vindo, e alguns malucos que iam pular da ponte, sem nenhum pingo de amor à própria vida! Enquanto isso o alerta de deixar às casas a beira do rio já havia sido dado, quintais totalmente alagados, pessoas deixavam seus lares amedrontados, bombeiros já haviam sido alertados temendo o pior, que veio sem piedade nem dó. Apesar dos alertas de que ninguém deveria subir na ponte nem se aproximar muito das margens do rio, um rapaz vinha do trabalho, enquanto atravessava a curiosidade falou mais alto e ele parou para expiar alguns malucos que pulavam da varanda, não se sabe ao certo se fora empurrado ou simplesmente se ele por alguns presentes fora motivado, apenas se sabe que ele mesmo sem saber nadar, caiu dentro dório. Só se ouviram os comentários: - alguém caiu no rio, a principio ele levantando as mãos, pedindo socorro, dizendo que não sabia nadar; não levaram a sério, pensaram que ele estava brincando, até que ele pela ultima vez submergiu, aí que se deram conta de que o rapaz havia falado a verdade e que provavelmente havia morrido. Bombeiros foram acionados, ariscaram suas próprias vidas para encontrá-lo, mas até hoje não encontraram o seu corpo. O rio secou outras cheias vieram e muitos outros já morreram e até hoje não se tem roteiro do seu corpo. Ascenderam velas no leito do rio, segundo a crença elas indicariam o local do seu paradeiro, a sua mãe disse que chegou a sonhar com o filho pedindo-lhe para parar de chora, que ele estava num lugar muito bonito e indicando o lugar que havia sido soterrado pelas águas do rio, mas ninguém jamais o encontro, jamais o viu, desde aquele fatídico dia em que ele saiu do seu trabalho, e ao dá inicio a travessia da ponte caiu ou foi empurrado por alguns, débeis mentais desumanos. E pensar que poderia ser eu, aquele que caiu, morreu afogado naquelas águas e ninguém jamais o encontrou; nunca mais se viu! A sua mãe chora até hoje, lamenta em não poder velar seu corpo, dar-lhe um enterro digno, como é peculiar a todo ser humano. Às vezes lamento não ter tido a chance antes, de alertá-lo dos meus sonhos, mas quem é que me garante que ele teria me dado ouvido? Desde então, passei a ouvir mais meu coração, a prestar mais atenção a meus instintos e sexto sentido. Na dúvida, não saio nem faço o que quer que seja nem por decreto, acreditem ou não os céticos. 

Adilson A. da Silva. 


Reações:

3 comentários:

  1. Nossa que postagem e historia isso sim que foi premonição.

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  2. Ué cade minha postagem será que o comentário não foi, menino que coisa essa premonição foi Deus sem duvida, fiquei triste pelo rapaz, mas confesso tbm tenho pavor de água.

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  3. Estou sem palavras..incrível.

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