Sábado, 06/04/13.
À volta por cima!
Todo
o meu amor eu dediquei a ti, fiz de tudo pra ti seduzir, te fazer feliz, mas
você nem aí pra mim. Atirei-me aos seus pés, me humilhei, nem pensei em mim! Queria mesmo era estar aí, te abraçando, te beijando, te amando, mas você como
sempre, não me levou a sério, pior, zombou dos meus sentimentos e de mim. Disse
que não estava afim, que eu não estava à altura sequer do seu dedo midinho, foi
difícil ter de digerir, mas, fiz de suas azedas palavras, digam-se de passagem,
muito mal-intencionadas, uma bela limonada, e bebi, digo, reagir. Pensei que
não conseguiria; que não me reergueria da rasteira, da peça que o destino me
pregara, mas o tempo é senhor de tudo e de todos, qualquer ferida ele sara, enxugou
dos meus olhos toda a lágrima, e mudou minha sina, me fez como a Phoenix
ressurgir das cinzas, vingou-me, devolvendo na mesma moeda, quem me feriu na
face, a primeira vista. Agora sou eu quem lhe tranca a porta, mulheres é o que
não faltam, chovendo na minha horta! O tempo das vacas magras passou, tem até
mulher embaixo da cama e por trás da porta. É amigo, acredite, o mundo dá
muitas voltas. É tempo de colher os furtos plantados outrora, as flores que em
meio aos espinhos desabrocham, ouvir o canto dos pássaros nos galhos das
árvores sorridentes se exibindo, o miado dos felinos, o latido dos caninos, o
barulho dos ventos assoprando em meus ouvidos, observar o balé dos peixes nas
correntezas dos rios, ler um bom livro, ouvi uma bela canção, tocar uma música
no meu afinado violão, rabiscar alguns traços, pintar um quadro, escrever e
declamar poesias, tendo por inspiração, a vida, nada mais se precisa!
Adilson Adalberto
Adilson Adalberto

