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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Crônica: Á volta por cima!

Sábado, 06/04/13. 


À volta por cima! 

Todo o meu amor eu dediquei a ti, fiz de tudo pra ti seduzir, te fazer feliz, mas você nem aí pra mim. Atirei-me aos seus pés, me humilhei, nem pensei em mim! Queria mesmo era estar aí, te abraçando, te beijando, te amando, mas você como sempre, não me levou a sério, pior, zombou dos meus sentimentos e de mim. Disse que não estava afim, que eu não estava à altura sequer do seu dedo midinho, foi difícil ter de digerir, mas, fiz de suas azedas palavras, digam-se de passagem, muito mal-intencionadas, uma bela limonada, e bebi, digo, reagir. Pensei que não conseguiria; que não me reergueria da rasteira, da peça que o destino me pregara, mas o tempo é senhor de tudo e de todos, qualquer ferida ele sara, enxugou dos meus olhos toda a lágrima, e mudou minha sina, me fez como a Phoenix ressurgir das cinzas, vingou-me, devolvendo na mesma moeda, quem me feriu na face, a primeira vista. Agora sou eu quem lhe tranca a porta, mulheres é o que não faltam, chovendo na minha horta! O tempo das vacas magras passou, tem até mulher embaixo da cama e por trás da porta. É amigo, acredite, o mundo dá muitas voltas. É tempo de colher os furtos plantados outrora, as flores que em meio aos espinhos desabrocham, ouvir o canto dos pássaros nos galhos das árvores sorridentes se exibindo, o miado dos felinos, o latido dos caninos, o barulho dos ventos assoprando em meus ouvidos, observar o balé dos peixes nas correntezas dos rios, ler um bom livro, ouvi uma bela canção, tocar uma música no meu afinado violão, rabiscar alguns traços, pintar um quadro, escrever e declamar poesias, tendo por inspiração, a vida, nada mais se precisa! 

Adilson Adalberto



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