Domingo, 12/05/13.
Feliz Dia das
Mães, minha heroína - dona Maria de Lourdes!
Mãe, o teu amor é o maior
de todos os presentes! Os laços que nos unem vêm desde a minha formação em seu
ventre, onde fui criado, através do cordão umbilical alimentado, e depois de certo
período de tempo pré-determinado, de lá fui expelido. Mesmo assim não me
abandonaste, estivesses sempre comigo, em todos os momentos, quer nos períodos
fáceis, quer nos momentos difíceis. Inúmeras foram às noites que passasses em
claro comigo, eu chorando por causa de cólicas ou da saída de meus dentinhos, e
você, cansada a altas horas da madrugada, cochilava comigo no colo, agarrava-me
como um troféu conquistado, para que eu dos seus braços dormentes e cansados
não caísse, segurava-me com todo carinho e afinco, paciência de Jó era óbvio e
nítido. Finalmente os anos foram-se passando e os problemas comigo diminuindo,
felizmente eu nunca fui um menino traquino, ao contrário, era muito tímido. Era
o orgulho da senhora, aluno modelo na escola, me destacando dos demais em todos
os sentidos, acho que por isso eu apanhava constantemente dos meninos, kkkkk; não
era valente como à senhora, tinha vergonha, medo de tudo e de todos, era bastante
introspectivo, alguns até me chamavam de frouxo, eu era sim um incompreendido, é
que eu sentia falta do seu colinho, se pudesse como um pássaro voltava para o
ninho, mas lamentava infelizmente isso não ser possível. Apesar de crescido,
era muito bobinho, não entendia por que a gente crescia, e tinha que se virá
sozinho, se eu pudesse voltava no tempo, e não saía dos seus braços, pra ganhar
carinhos e muitos beijinhos, não que a senhora ainda não me desse, mas é que a
gente cresce e aqui pra nós, fica no mínimo meio que esquisito; um marmanjo
velho, nos teus braços pedindo afagos, como um bebezinho. Adoro seus mimos, um
cafuné na cabeça, sentar no seu colo, embora hoje seja difícil, devido ao meu
tamanho e o excesso de quilos, todos dizem que sou mimado, mas eu não ligo se
pensam que me ofendem isso até é elogio. Pra mim todos tem inveja por que suas
mães não são um terço do que a senhora é comigo, sei que não sou perfeito, que
às vezes eu erro, vacilo, digo coisas que não faço, faço coisas que não digo,
mas logo caio em mim, e peço perdão a Deus e a senhora com jeitinho, digo que
nunca mais faço ou falo, mas não tem jeito, logo minhas promessas caem no mar
do esquecimento, e quando me dou conta, cá estou eu nadando contra a maré, indo
contra o abismo, mas tu como sempre zelosa e vigilante, vem ao meu encontro,
orando, torcendo e intercedendo por mim, se ainda não sabes, quero que saibas
que tenho muito orgulho de ti: estás sempre pronta pra ajudar, aconselhar,
estendendo as mãos sempre que eu precisar e pedir, aliás, nem precisa pedir,
basta você notar, seus olhos e coração de mãe sentir, é um instinto maternal
que vem de ti, que só quem também é mãe sabe compreender, incrível, a gente nem
precisa dizer, parece que Deus tira a venda dos olhos das mães, sopra em seus
ouvidos, só existe essa explicação, pra tamanha percepção; em suma, ser mãe é
também ter sexto sentido. Ainda que eu viva mil anos nunca que me esquecerei
disso: das noites em claro que ficasses comigo, das idas ao médico quando eu
estava doentinho, dos remédios que tu me davas, dos comprimidos que me fazias
engolir mesmo quando eu relutava das pomadas que passavas em minhas perebas,
dos mertiolates nos meus braços e pernas para cicatrizar os hematomas das
minhas constantes quedas, das reuniões de pais que você ia à escola só pra
ouvir dos professores desse filho que vos fala somente elogios; das brigas e
discussões que você involuntariamente se metia com os vizinhos só pra proteger,
defender seu filhinho; não é a toa que uma mãe dá a vida por seu filho, já
cansei de ouvir isso, e não tenho dúvidas de que serias capaz de morrer por mim
e por todos os demais filhos! Amor de mãe é assim: exagerado, extravasado,
infinito, ilimitado, incondicional, perpetuo, sem fim! Quisera eu que todas as
mães fossem assim, a ideia era essa quando Deus criou a mulher; um ser dotado
de tamanha capacidade de amar, que por amor de seu filho a própria vida pudesse
entregar! Abnegada, dedicada, aplicada, corajosa, zelosa pela família e lar,
com braços gigantescos, elásticos que a todos quanto ela ama pudesse proteger e
guardar, embora aos olhos humanos seja difícil de comportar. Só sei que mãe
semelhante ou igual a essa em nenhum outro lugar eu irei encontrar, se eu
pudesse falar com Deus sem dúvidas pediria, dir-lhe-ia muitas coisas, mas a
principio eu iria aos seus pés me prostrar, pedir perdão mais uma vez por tudo
que eu já disse e já fiz, pelas inúmeras vezes que mesmo sem querer já te
magoei, te fiz sofrer, com palavras duras que nem mesmo eu consigo esquecer e
entender, é que sou humano demais pra compreender que se erra mesmo tentando
acertar, que se magoa e se ofende mesmo quando o amor se faz presente, que por
excesso de zelo, a gente diz coisas absurdas, nos momentos de fúria, que sangra,
fere simplesmente por não saber dizer “Stop”, não pensar. Mas também iria lhe
agradecer pela mãe maravilhosa com a qual Ele veio a me presentear! Se eu fosse
te classificar, adjetivos é que não iriam faltar: mãe, mulher, dona de casa,
chefe de família, amiga, conselheira, companheira, brava, guerreira, séria,
distinta, menina, divertida, às vezes ranzinza, festeira, protetora,
possessiva, verdadeira, única, decisiva, fala o que dar na telha, não tem papas
na língua, mal de família, kkk; coração mole e gigantesco, abnegada,
desapegada, autodidata, espirituosa, mas também muito sofrida, corajosa, não
tem medo de nada: da correria diária, da lida, da vida; é uma atleta, mesmo sem
nunca ter ido a uma olimpíada, merecia até uma medalha, e de ouro, sem dúvidas.
Não, ela não é esportista, bem que eu gostaria, mas é que na maratona da vida,
duvido que alguém lhe alcance na corrida! Em suma, se eu tivesse que te definir
em uma só palavra, eu diria: mãe, você é “espetacular”! Obrigado por você
existir, pela vida que me deste, por me carregar nove meses em seu ventre, por
me proteger, me educar, e por me amar, sei que não tem sido fácil, sei que sou
demasiadamente chato, sou obrigado a confessar, já te disse isso infinitas
vezes, mas não custa nada reforçar: tudo o que sou hoje, e tudo que
eventualmente no decorrer da vida eu venha a conquistar, eu devo a você, sem
você nada, nenhum de meus sonhos seriam possíveis de se realizar! Em minhas
orações, rogo a Deus todos os dias que você possa viver entre nós mãezinha, por
muitos e muitos anos, para poder comemorar junto à família e filhos - eu ( Dandan) e meus
irmãos (Lú, Dindo e Zazá), infinitos dias iguais a estes, e não esquece, o dia é teu, mas o
presente é meu, digo, é nosso! Kkkkk. Beijos! Amamos-te pra sempre!
Do seu eternamente
filhinho,
Adilson A. da Silva

