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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Crônica: Aprendendo Amar!

Quarta, 15/05/13



Aprendendo Amar!  


Sinto que o amor virou-me as costas, ambos éramos feitos um pro outro, hoje somos como estranhos; não sabemos mais nada um do outro a respeito, não compartilhamos as mesmas opiniões e sentimentos, não fazemos mais planos, não falamos mais a mesma língua. Estamos apenas empurrando com a barriga, totalmente a mercê do faz de conta e do destino. Já não sinto mais o calor dos teus braços quando te abraço, nem o delicioso sabor de teus beijos quando te beijo, acabou todo o fervor do inicio de nosso namoro e também do casamento, não quero me separar, minha família e meu lar abandonar, mas será que ainda dá tempo? As coisas foram-se complicando, cada dia mais piorando, apesar de nos amarmos muito, decidimos dá um tempo, sai de casa chorando, morrendo por dentro fora os piores dias, noites intermináveis de angustia, solidão e tormentos, saudades doía no peito, a nossa separação durou apenas três meses, mas pareciam séculos, desde que nos conhecemos, nunca havíamos ficado separados tanto tempo, éramos um grude só, onde um era avistado, o outro estava do lado, separados apenas nos horários de trabalhos, mesmo assim nos falávamos pelo o celular e na internet, nos intervalos dos expedientes, mal víamos a hora de chagar em casa, e cairmos nos braços um do outro, fazer um cafuné deitado no colo, aquele amor gostoso, depois brincarmos com nossos dois pimpolhos, éramos visto como exemplo e modelo, a família perfeita conforme comentavam alguns invejosos de olho gordo, mas inexplicavelmente, de uma hora pra outra, tudo se desmoronou como um iceberg; não vigiamos nos pegou de surpresa, aquilo que era doce der repente se tornou azedo, aquilo que mais temíamos se tornou nosso pior pesadelo, a separação era naquele momento o único jeito, como disse antes, sai de casa partido ao meio; Fora a pior experiência da minha vida. Tento desesperadamente recuperar o tempo perdido, corrigir os erros cometidos, os beijos negados, o sexo sem carinho, as farras com os meus “amigos”, as puladas de cerca com alguma sujeita encontrada a beira do caminho, os tapas no rosto, as palavras torpes, as noites de angústia chorando sozinho, as crises de ciúmes dela com o vizinho, os vacilo e mancadas, as lágrimas derramada da mulher amada, a decepção dos pais, a tristeza estampada no rosto dos filhos, o sentimento de culpa, os traumas, o martírio, os bens materiais perdidos, a separação dos pais dos filhos, esses e outros conflitos poderiam ter sido evitados, caso eu tivesse enxergado, os erros que eu estava cometendo. Passados certo tempo, depois de ter tirado a venda dos olhos, e enxergado o óbvio - o meu amor pela a esposa e os filhos, quero minha família de volta, recuperar o tempo perdido, não é uma tarefa fácil, devido aos últimos acontecimentos existidos, mas é algo totalmente possível, sei que ela ainda me ama, jamais teve outro homem na sua vida e na cama, sequer cogitou essa hipótese absurda, agora não tenho mais dúvidas, ela é fiel e me ama como puder ser tão trouxa traindo e desconfiando da mulher da minha vida e mãe de meus filhos, peço perdão de joelhos se preciso for, mas não fico sem minha musa, morena dos olhos verdes, cabelos lisos e sedosos na altura da cintura, pele macia, bronzeada e malhada em academias, boca carnuda e molhada, pés de anjos, mãos de fadas, linda, cheirosa e apetitosa, formosa a vista, a separação me serviu para que eu pudesse tirar minhas dúvidas, não vivo sem ela e também os meus filhos. Hoje eu estive em casa, meus olhos de felicidades se encheram de lágrimas, tentei me controlar, mas a emoção dominou-me completamente, não queria que viesse a pensar, que eu estava fazendo cena apenas como pretexto, mas eles me conhecem, sabem que não sou de chorar assim, tão facilmente, em todos esses anos de casados, conto nos dedos às vezes que eu me emocionei completamente, vejamos: acho que no aniversário de um ano de namoro, o dia de nosso noivado, o pedido e também o dia de nosso casamento, o teste de gravidez dando positivo, o exame de pré-natal constatando de que eram gêmeos, o dia do parto onde com o intuito de filmar literalmente desmaio ao ver você ali na sala de parto, sofrendo, chorando e gemendo, e os nosso baby nascendo, o médico não sabia aquém dava assistência, se a mim que estava no chão desmaiado ou se a você que estava sofrendo, a hora em que me reestabeleci e vi a carinha de nossos pequenos, depois eles mamando um em cada peito, a saída do hospital, a chegada em nosso apartamento, os dois deitados uma ao lado do ouro, cada um em seu respectivo berço, num quarto todo ornamentado em tons de azul para o Artur e rosa para a Anita, as primeiras vacinas, os primeiros dentinhos, os primeiros passinhos, as primeiras palavras ditas: mamãe pelo o Artur e papai pela a Anita, o primeiro dia de aula, a primeira vez que andaram de bicicleta, os constantes aniversários da dupla, nos torneios de futebol do Artur e nas apresentações de balé da Anita, na primeira gatinha do meu filhão - garanhão, e no primeiro mala candidato a namorado de minha princesa, e no primeiro beijo de ambos, se não me falha a memória, foram só esses os momentos, se houveram outros, certamente que eu não me lembro. Voltei pra casa, numa alegria danada, foi como se nunca tivesse saído, tudo estava do mesmo jeito, a disposição dos móveis, os enfeites de cozinha e sala, as camas muito bem arrumadas, exatamente como eu deixara, naquele dia fatídico, não resta dúvidas que a minha Rainha fez tudo com muito carinho, deixou tudo do mesmo jeitinho que ela sabia que eu gostava, fez isso de caso pensado e de propósito, é óbvio, queria que eu me sentisse na volta como alguém que ao sair, no passado, não tivesse dito adeus, e sim um, até logo. Já com os olhos mergulhando em lágrimas, olho tudo a minha volta, elevo os meus olhos para o céu como quem diz obrigado Deus por me dá mais essa oportunidade de estar mais uma vez no seio de minha família, finalmente nossos olhos se cruzam e, chorando e sorrindo ao mesmo tempo, nos abraçamos e beijamo-nos, a felicidade era nítida.  Meus três amores da vida, ali abraçados a mim, me perdoando e de braços abertos me recebendo, apesar dos meus erros terem lhes abertos muitas feridas. Tentei inutilmente balbuciar algumas poucas palavras, mas eles me impediram, sabiamente não queriam estragar aquele sublime e mágico momento com qualquer palavra que eu diga; finalmente compreendi e entendi que o silêncio vale mais que mil palavras, que ações e atitudes mais que promessas indevidas. Apenas sorri fazendo com a cabeça um sinal de positivo, alegando que eu havia compreendido, é claro que não iria estragar nossa alegria trazendo á tona o que todos faziam questão de manter subentendido, que Sá esquecido, não fazendo questão de bater na mesma tecla, com o intuito de evitar conflitos, querendo viver e aproveitar o momento, vivendo um dia de cada vez, sem fazer cobranças nem dá o passo maior que a perna, agora experimentava a tal felicidade, há qual algum tempo não se tinha notícias dela, tinha medo que fosse tudo um sonho, mas se for, por favor, não me acordem, pois se eu morresse naquele instante, tinha certeza que ia pro céu, já estava me sentindo no paraíso com a minha esposa e meus filhos, nada mais a pedir, só a agradecer. Obrigado Deus pelas bênçãos e mãos estendidas e por mais uma vez me devolver à vida!

Adilson A. da Silva
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