Terça-Feira, 09/07/13
Há tempos...
Há tempos que eu vivo sem tempo
pra dizer o que sinto verdadeiramente por ti.
Há tempos que eu busco a porta
por onde entrar, mas só encontro a de saí, há tempos que eu busco palavras, mas
só encontro o silêncio. Há tempos que eu tento; juro que
eu tento, mas é que não sei fingir. O meu coração parece o deserto do
Saara, as minhas lágrimas secaram, dos meus olhos não cai nenhuma misera gota
que seja.
A minha boca continua amarga, seca,
o meu pescoço de tão sufocado parece até que estar numa forca. Meus pés e mãos de tão dormentes
chegam a ter câimbras, a minha língua continua pesada, ardendo em brasas, mas ainda
estar presa. Timidamente dou os meus primeiros passos, mas logo me perco no caminho,
me sinto como um maior abandonado, caminhando sobre labaredas e espinhos,
perdido no tempo e espaço, sozinho, como um peixe sem mar, um pássaro sem
ninho. Assim sou eu sem você, sem amor, prazer, proteção e carinho! O tempo,
esse ser nefasto, se encarregou de colocar cada um em um caminho, tenho
esperança que mais adiante nessa jornada, nossas vidas deem um giro de 360
graus, uma guinada, e possamos terminar nossos tempos de vida juntinhos? Vou
ficar na torcida por isso!
Adilson A. da Silva
http://adilsonconectado.blogspot.com/

