Domingo: 15/06/14
O que é o amor,
E
qual a sua importância em nossas vidas?
Será
que pode tudo mesmo,
Ou
será mera utopia?
O
amor nos transforma em seres irracionais,
Completamente
bestiais,
Bobos
da corte,
Sem
semancol com os seus iguais.
O
amor é surreal,
Não
existe nada igual,
Nem
sempre faz o bem,
Ainda
que muitos duvidem, às vezes faz o mal.
Quer
voluntaria ou involuntariamente,
O
importante é que a gente sente,
A
ausência de um amor condescendente,
A
cumplicidade inexistente,
A
covardia de um coração valente.
O
amor é casualmente impotente,
Submisso
aos anseios e desejos mais carnais, estridentes, subservientes...
Dói
demais no peito de quem o sente,
Faz
a gente se comportar feito um adolescente,
Um
pequeno delinquente,
E
reagir impulsivamente.
O
amor é obsoleto,
Dissimulado,
pedra de tropeço,
Meticuloso,
melancólico, bucólico,
Irrisório,
desconfiado,
Dissimulado, suspeito.
O
amor é também meio que inconsequente,
Subversivo,
compulsivo, indefinível,
Polivalente,
age sorrateiramente,
Dá
o bote como as serpentes,
Não
tem ninguém por inocente.
Ah
o amor, tão complexo e tão benevolente ao mesmo tempo,
Escandaloso,
majestoso, complacente, displicente,
Exigente, eloquente, pornográfica e romanticamente, simultaneamente...
Não
tem um livro de regras, um código a ser seguido,
É
a favor do livre arbítrio.
O
amor é fidedigno,
Não
há nada para ele impossível,
Inspira
músicos, a comporem canções épicas,
Artistas
plásticos, escritores e poetas,
A
tornarem a vida mais bonita.
O
amor é formoso a vista,
Ao
seu poder de persuasão não há quem resista,
Tal
qual nunca foi vista,
O
seu modo exagerado de ser,
É
sem dúvidas o seu cartão de visita.
A
medida do amor é o amor sem medida,
É
o anestésico da alma,
A
paz e a calma,
A
aurora das nossas vidas.
O
amor também é abnegado, e não se apega a conceitos,
Quem
ama também sente ciúmes,
Briga
até com o vento,
E de perder seu amor,
Vive
morrendo de medo.
Pro
amor não existe meio termo,
É
uma viagem que fazemos pra dentro de nós mesmos,
É
uma espécie de cilada, beco sem saída,
É
analogicamente falando,
A
razão de nossas vidas!
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