Quarta - feira, 16/07/14
Houve um tempo em que os textos vinham à boca como saliva nos beiços.
Eu escrevia um após o
outro, dois, três, quatro, textos. Mas, vez por outra me acomete uma catástrofe
de nome bloqueio; que não me permite escrever um misero verso. Grito, xingo,
berro, me desespero, brigo comigo mesmo. Não consigo me perdoar nem entender do
por quer, a minha inspiração não veio. Aí faço dos ciscos um argueiro, como se
tropeçasse num pequeno torrão e tivesse caído direto dentro de um bueiro.
O que para alguns pode
soar como exageros, para outros tenho certeza que é que algo normal e
corriqueiro. Ninguém se sente feliz estando limitado, eu muito menos. Embora
que temporariamente... Espero.
Ninguém é meu maior
critico senão eu mesmo! Sou exigente, perfeccionista, aberto a críticas, mas só
se for construtivas! Aprender com os erros não é uma opção, é uma obrigação pra
quem tem focos e objetivos na vida!
Se tivesse que me
definir em uma única palavra, com toda a certeza eu diria: sonhador!
Não tenho vergonha de
me alto intitular sonhador, poderia dizer/escolher qualquer outro adjetivo, mas
tenho certeza que este é o que mais me define! Sonho constantemente; quer
acordado quer dormindo!
O sonho, exageros a
parte, é como o ar que eu respiro, é o meu combustível, é o sopro da vida, a
bebida, a comida, o energético que me deixa ativo!
Aliás, é ele quem ainda
me mantém vivo! É a minha razão de ser, me faz acordar todos os dias não necessariamente
cedinho; porém esperançoso de que tudo ao que crer é possível! E eu creio!
Assim, da mesma forma
que a minha inspiração foi-se inesperadamente, que venha num estalar de dedos;
não necessariamente dessa forma, desse jeito. Só sei que aos trancos e
barrancos eu vou aqui compondo o meu texto!
Verdade. Meu texto
finalmente ta saindo, não é nenhum soneto, poema, poesia, como de costume, mas
uma crônica. Nada planejado, mas espontâneo!
O desafio agora é outro
– a escolha do nome.
Quem sabe até o final
do texto, assim como o mesmo, o nome surja despretensiosamente? Sem crise.
Mas acho que, bem que
podia mesmo se chamar, ausência...
De inspiração, de
palavras, de textos, de sonhos, de visão, de emoção, de ritmo, de sentidos, de
amor, de sorrisos, em suma, de vida.
Sim por que pra mim a
vida não seria nada, sem esses supracitados requisitos!
Daí quando a inspiração
reaparece, o meu sol se aquece, o meu céu se torna muito mais colorido, e eu
sou todo sorriso; semelhante a uma criança mediante a um brinquedo, e com a
certeza do dever cumprido!
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