Acadêmico: Adilson Adalberto
Patrono: Mia Couto
Cadeira Nº 11
Patrono: Mia Couto
Cadeira Nº 11
INFÂNCIA
Eu ainda guardo a lembrança
Dos meus tempos de criança
Que os anos não trazem mais.
De ouvir os conselhos de meus pais
E obedecer piamente
Tudo era diferente - antigamente...
Que nos dias atuais.
Não dá para apagar da memória...
As brincadeiras de roda, pique esconde...
Médico, barra bandeira, pular corda, cabra cega...
Toca e mata - com os amigos da rua lá de casa.
Atirar de baleeira na barreira, rodopiar pião na areia,
Brincar de bola de gude com a gurizada.
Descer a ladeira num carrinho de rolimã desembestado...
Tomando muito cuidado, pra não bater no pôster logo abaixo.
Jogar bola com os amigos na calçada da coletoria
Ver desenho animado, na televisão da casa da vizinha
Pedalar de bicicleta todo fim de tarde.
Festa junina na escola, dançar quadrilha com bigode feito com carvão...
E roupas remendadas pela a minha avó, com retalhos...
Era o maior barato – ainda guardo a prova do crime – um retrato.
Soltar fogos – cobrinhas, chuveirinhos, bomba chilena, traques...
Por quer mijão, peito de veia e de moça, só pros que tinham mais idade.
Acender fogueira, comer canjica, pamonha, milho cozido e assado...
Era um dos momentos mais esperados.
Pescar de anzol na ribanceira
Tomar refresco de coco com pão doce ou...
Comer bolo de mandioca com caldo de cana na feira...
Quando íamos as terças - com os nossos pais – era demais.
Ouvir estórias contadas pelos avôs, do tempo da carochinha
Saltar amarelinha, colecionar figurinhas
Andar de canoa e roda gigante...
Na festa da primavera ou da padroeira.
Se apaixonar pela a garota mais linda que os olhos já viram
E levar um não bem nas fuças...
A vista dos amigos e amigas marcou a minha vida
Com trilha sonora e tudo, que só de ouvir – la, da vontade de chorar...
Êta saudade bandida, da infância querida...
Que se foi, e esqueceu-se de voltar.
Dos meus tempos de criança
Que os anos não trazem mais.
De ouvir os conselhos de meus pais
E obedecer piamente
Tudo era diferente - antigamente...
Que nos dias atuais.
Não dá para apagar da memória...
As brincadeiras de roda, pique esconde...
Médico, barra bandeira, pular corda, cabra cega...
Toca e mata - com os amigos da rua lá de casa.
Atirar de baleeira na barreira, rodopiar pião na areia,
Brincar de bola de gude com a gurizada.
Descer a ladeira num carrinho de rolimã desembestado...
Tomando muito cuidado, pra não bater no pôster logo abaixo.
Jogar bola com os amigos na calçada da coletoria
Ver desenho animado, na televisão da casa da vizinha
Pedalar de bicicleta todo fim de tarde.
Festa junina na escola, dançar quadrilha com bigode feito com carvão...
E roupas remendadas pela a minha avó, com retalhos...
Era o maior barato – ainda guardo a prova do crime – um retrato.
Soltar fogos – cobrinhas, chuveirinhos, bomba chilena, traques...
Por quer mijão, peito de veia e de moça, só pros que tinham mais idade.
Acender fogueira, comer canjica, pamonha, milho cozido e assado...
Era um dos momentos mais esperados.
Pescar de anzol na ribanceira
Tomar refresco de coco com pão doce ou...
Comer bolo de mandioca com caldo de cana na feira...
Quando íamos as terças - com os nossos pais – era demais.
Ouvir estórias contadas pelos avôs, do tempo da carochinha
Saltar amarelinha, colecionar figurinhas
Andar de canoa e roda gigante...
Na festa da primavera ou da padroeira.
Se apaixonar pela a garota mais linda que os olhos já viram
E levar um não bem nas fuças...
A vista dos amigos e amigas marcou a minha vida
Com trilha sonora e tudo, que só de ouvir – la, da vontade de chorar...
Êta saudade bandida, da infância querida...
Que se foi, e esqueceu-se de voltar.
Direitos reservados ADILSON ADALBERTO
http://adilsonconectado.blogspot.com/
Itabaiana, PB/BR – 05/04/2018
Imagem do Google
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