Quarta - feira: 27/08/20










ALBAP: Academia Luso-Brasileira de Artes e Poesias
ACADÊMICO: Adilson Adalberto da Silva
PATRONO: Paulo Coelho
CADEIRA: 26
==========
Postagem Oficial: 27/08/2020
----------------------

4. Dia – CORDELISTAS INSPIRADOS

A convite da Poetisa e Confreira Maria José da Conceição para o DESAFIO SEMANAL DE 24 A 28 DE AGOSTO com a Nobre Poetisa Maria Jeremias dos Santos natural da cidade de Adrianópolis - PR, residente em São Paulo - SP, dando continuidade ao desafio, vou falar um pouco dos CORDELISTAS INSPIRADOS – Página e Grupo público que criamos, eu e a poetisa Maria Jeremias dos Santos.

O Cordelistas Inspirados, é um Grupo de Literatura de Cordel, criado
em 31 de Janeiro de 2019, para ajudar escritores e poetas nas divulgações de seus trabalhos, incentivar nas publicações bem como motivar – los a seguir em frente. Atualmente é composto por 51 membros, que postam seus textos ininterruptamente, desde que respeitando as regras estabelecidas por seus administradores, que é a de não publicação de textos de cunho político, racistas e religioso, sem limites de postagens noturno e/ou diurno. 

1 - TEXTO 

Eu quero namorar mais tu
E tu, quer namorar cum eu?
Se tu me dizer que sim
Vou sorri que nem palhaço
Brincar quem nem criança
E voar como os pássaros 
Dinheiro no bolso não tenho
Mas não vai lhe faltar abraços
Amor igual ao meu não tem
Nem na terra nem no espaço.
**
Sou nobre de sangue azul
E príncipe sem ter palácio
Escrevo igual Drummond
E pinto que nem Picasso
Sou brabo como lampião
O famoso rei do cangaço
Eu canto e toco violão
Tal qual o Roberto Carlos
Do nada construo casas
Igual o João de Barro.
**
Adilson Adalberto


2 - TEXTO  


MINHA CASA
I
Minha casa era modesta
Tinha flores na janela
Uma rede na varanda
Quer pra eu deitar mais ela
Tinha um violão pras noite de lua
Eu fazer – lhe serenata.

II

Mobília antiga, singela
Mas não é velha
Tem portas grandes e largas
Janelas entreabertas
Umbrais em tom marrom
Paredes amarelas.

III

Como pobre eu tinha tudo
Não sentia falta de nada
Lá eu era rei
Meu castelo era a minha casa
Um gato de estimação
Que de mim não largava.





IV

Instrumentos musicais
Telas por mim pintadas
Vestindo o meu pijama azul
E minha havaiana encarnada
Óculos de graus com esparadrapo
Uma biblioteca de livros pimpada.

V

Tinha tudo e mais um pouco
No quarto, cozinha, banheiro e sala
Como toda casa antiga que se preze
Tinha Soto e também uma escada
Uma máquina de escrever olivete
Histórias pra contar que não faltam. 


**
Adilson Adalberto
http://adilsonconectado.blogspot.com/
Pular para o conteúdo principal